quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

NOVO RUMO, NOVA VIDA, NOVO ANO

Segura 2011 pelos chifres
Faça do sonho realidade
Tenha na mão a verdade
No coração serenidade
Nos olhos a fantasia
E esperança no próximo dia
Saúde, paz e sucesso a todos


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Blues

Estava em Curitiba, num bar chamado “Hora Extra” a banda da casa começou a tocar e lembrei que gosto  Blues.
Como pode ser?
Esqueci que gostava de Blues, como alguém em sã consciência esquece que gosta de Blues?
Deve ser porque não se ouve mais Blues, não há mais Blues, não se fazem novos Blues.
Por favor, alguém toca ai um  Blues, ou melhor seria, um velho Blues.

B.B. King - Blues Boys Tune

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Delvan Fragmentos V

Mestres do meu Destino
Quem sou eu, senão a cria do ensinamento de meus mestres.
Estes mesmos mestres que são protetores de seus seguidores.
Bondosos e orgulhosos que às vezes deixam passar “a lo largo” minha mediocridade.
Aproprio-me da sabedoria, sem nem ao mesmo retribuir com algo realmente digno do ensinamento recebido.

domingo, 5 de setembro de 2010

Porto Alegre cidade estranha


Moro numa cidade que não tem mar.
Mas tem praia e Rua Da praia.
Tem a Travessa Mário Cinco Paus, nome esquisito, têm também umas esquinas esquisitas do outro Mário, o Quintana, poeta maior da cidade que não tem mar.
Tinha uma Rua da Ladeira, a ladeira ainda está lá, mas a rua, tem agora nome de general.
Tem um lago que já foi rio, estranho o rio virou lago em outro lugar o sertão virou mar...
Tem também alguns largos.
Largo que será isto?
Glenio Peres, dos Açorianos, da Epatur.
Tem o Brick dos domingos na Redenção, quem será que foi redimido de que?
Tem a Usina do Gasômetro e sua chaminé e a Buzina do Gasômetro com sua música e músicos da cidade sem mar.
Tem cidade baixa, não tem cidade alta, mas tem morros, o da Polícia, do Osso, Santa Tereza e outros.
Tem por do Sol mas não tem por da Lua. Será que a Lua se põe?
Moro na cidade de muitas árvores, que me dá saudade no verão, vontade de fugir no inverno e uma agonia constante quando estou longe.

domingo, 11 de julho de 2010

Bury my heart at Wounded Knee


Garimpando na biblioteca de minha mãe, que reune os livros de nossa infância e adolescência com os muitos que ela ganha de meu irmão, o Pedro, achei esta jóia, que ganhei de presente ou me apropriei, nem lembro mais.
Reproduzo abaixo uma parte da apresentação do livro que foi feita por Geraldo Galvão Ferraz (o tradutor). A capa é de Alfredo Aquino. Esta tradução foi publicada pelo Círculo do Livro nos anos setenta.

" Nos velhos tempos em que o mocinho ganhava do bandido e casava com a mocinha, ninguém era mais bandido que o índio.
Quando os pacíficos colonos vinham falando de uma nova terra prometida, a câmara ia para os altos das escarpas e era inevitável: lá estavam as silhuetas odiadas.
Confusão. Berros. O mocinho dava ordens, os carroções ficavam em círculo. Corte. Um índio velho, cheio de penas, dava um berro ou agitava uma lança. Lá ia o bando de gente pintada berrando. Corte. O mocinho fazendo careta, dizia para o idiota ao lado que não devia atirar."Espere! Temos pouca munição!"
Lá vinham os índios, o mocinho dizia "agora!" e começava a cair gente pintada do cavalo. Mas a pouca munição provocava caretas desesperadas no mocinho, cercado de gente ferida. Até o idiota estava ferido quando a mocinha (que estava carregando os rifles) dizia que era a última carga, soava o clarim salvador da Cavalaria e milhões de Casacos Azuis encurralavam um punhado de índios, acabando com todos. Beijo final. The End.
Mas, e a verdade? Enterrem meu coração na curva do rio(Bury My Heart at Wounded Knee), o best-seller de Dee Brown, conta o outro laldo da história, é uma História Índia do Oeste Americano.
Os mocinhos, de repente, não tem a pele branca. Pelo menos, a maioria. Tem nomes que, nos filmes, eram perseguidos por bandos comandados por John Wayne, Henri Fonda ou James Stewart: Cochise, Gerônimo, Nuvem Vermelha, Cavalo Doido, Victorio, Touro Sentado, Galha........
A tal gente pintada que berrava é um povo altivo, nobre, com uma cultura própria, que só entra em guerra defendendo o direito de viver nas terras que sempre foram suas. Contra eles, um dos maiores exércitos da época, armado com as últimas descobertas da tecnologia bélica para enfrentar mosquetões obsoletos e arcos e flechas.
Os brancos guardam a memória dos massacres Fetterman e de Little Big Horn, onde morreu o General Custer. Ficou relegado aos livros especializados e aos documentos de difícil acesso o grande numero de massacres de aldeias índias, com morte a sangue frio de velhos, mulheres e crianças. Massacres que, comparados a My Li, são como um filme de Sam Peckimpah ao lado de um desenho de Walt Disney.

Obs.: Mantive a grafia do original do tradutor.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Aldeões Universais II

A aldeia torna-se o centro do universo
Quando a voz aldeã
Concentra em si própria
A dor e o amor
De todas as terras.

O choro da mulher e das crianças
As danças
São iguais
Com as mesmas lágrimas e risos

Menos ou mais coloridas
Mais ou menos sofridas ou ridas
A vida se repete
Em todas as eras e terras.

Em vidas
Nada é novo
O homem dança e ri
Chora e trama.

Ama.

 

Como sempre foi
Em todos os lugares
Nas camas e bares
Mesmo antes de haverem
Camas...e bares.


domingo, 4 de julho de 2010

Aldeões Universais


Como ser universal
Em uma aldeia tão pequena?
Como falar ao coração do mundo
Estando no fundo do esquecimento.



Como ser ouvido por todos?
Sendo tão poucos aqui.
Como ir longe?
Estamos distantes e sem caminhos.



É, mas alguns conseguiram
De suas aldeias o vento carregou
Seu canto, suas palavras
Suas idéias de aldeões universais.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mulheres.................................

Elas sabem
Quando o seu sorriso
Ilumina o dia
Elas sabem sim
Que quando olham o vazio
Derrubam a realidade
Levam-nos a sonhar

Lindas
Maravilhosas
Inocentemente maldosas

São as musas
De noites insones
E dias insanos

quinta-feira, 17 de junho de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO NECÃO

Vida longa
Como longos foram teus cabelos,caminhos e rumos
Tenha a mente clara
Como claros são teus olhos que nos iluminam e inspiram.


Sou egoísta
Desejo tua felicidade
Esta sendo tua
Também é minha.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Amizades Distantes II

Não conheci esta semente,


Dos frutos,um só

Mas os sons da árvore

chegaram fortes, limpos, lindos

Necão o fruto conhecido

Sid e Nina ouvi falar

Seu Mário, a semente

Vive para sempre.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Amizades Distantes

As sementes sopradas pelo vento.
As lembranças do doce da doce infância fez o que tu és.
Entre cafés e açucares tornaste a crônica de tua infância universal.
Lamento a triste distância,comemoro a alegria da tua palavra.
Sinto uma brisa vinda do teu sorriso tocar minhas lembranças.

Um abraço que só os amigos distantes podem dar.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Para o professor


Voltamos a nossa terra para enterrar nossos mortos.
Mas que fiquem lá  latentes, nossas lembranças, a vida que tivemos e fez de nós o que somos.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Delvan Fragmentos IV

Por que as coisas parecem melhores ou mais belas,
 quando ouvidas, ditas ou lidas em outro idioma?
Coisa idiota isto, não?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Delvan Fragmentos III

Deixa a morte para os mortos e carpideiras
Consequência inevitável da vida
Viva com a alegria de ser eterno
E jamais morrerás.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Rumos & Estradas

Podemos até trilhar as mesmas estradas
Podemos até caminhar na mesma direção
Mas o verdadeiro rumo da vida de cada um
Está escrito n'alma, no sonho e coração


Quando a alma perde o rumo
Nosso caminho poderá ser o mesmo
Mas nossa jornada terá diferente fim
Longe de tudo, de ti e de mim

Meu coração me leva pra longe
Meu espírito tenta voltar
Como os que foram
E queriam ficar

É tão difícil
A tarefa de explicar
Porque me deixei ir
Pra este outro lugar

Novamente a vida escolheu por mim
Mais uma vez ouvi a mente
Que sempre mente
A vida,esta determinou seu próprio fim

Me perdoem
Me absolvam
Mas pensem
Meu erro muitos cometem.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mágica,profetas e vento

A mágica soprada pelo vento
Não importa por que tempo
Desde criada voou
Ainda está fresca
Nova!
Nossa!

Meu espírito voa diferente
Do que a vida de muita gente
Soube antes deles das coisas
Paguei o preço de ver na frente.

Reconheci o profeta
Antes de ele próprio saber ser
Sabia o que  seria
Antes mesmo de acontecer.

Qual o preço de ver na frente?
Seria o de não vencer?
Por que a vitória de hoje
Seria a derrota de amanhã?

Todos os dias muda a perspectiva
Todos os dias novas visões
Quando será o tempo?
Quando voltar o vento?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Necão Hallai Hallai


Meu amigo!
A mágica está nas tuas canções, nos teus versos e no teu espírito.
A mágica viaja no vento que plantaste por estas plagas.
A mágica está nos rumos que meu coração toma quando ouço teu cantar.
A mágica está na memória daqueles que são bons e  ainda puros.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Fernando Pessoa Fragmentos III

Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que
Na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que minha morte não tem importância nenhuma
(F.Pessoa)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Fernando Pessoa Fragmentos II

Grande é a poesia, a bondade e as danças....
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
(F.Pessoa)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Volta do Vento

O Vento parou.

Estou no meio do nada, esperando...
Surpreendo-me esperando por algo que não sei o que é.

E que com certeza não virá.

Mas insanamente, estranhamente continuo

Esperando...

Como o vento que passou, passou e que não volta!

Será que existe um lugar

Onde o vento faz o retorno

Não sei, espero que sim.

E continuo esperando não sei o que.

E que tenho a certeza de que não virá.







quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quantum

A primeira vez que percebi a palavra "quantum" achei que talvez fosse alguma expressão ligada a quantidade, volume, sei lá.


Depois um poeta-profeta me disse que o "quantum" se relaciona com o inconsciente coletivo, complicou né?

È! Mas ele explicou e eu entendi assim:

Quando há afinidade no pensamento de algumas pessoas, mesmo distantes e desconhecidas entre si, elas tendem a se atrair ou fazer coisas semelhantes e complementares.
Como aqui no Blog, um dia escrevi um recado para os sonhadores e outro dia sem perceber reproduzi um cartaz da banda Cavalo Doido, vejam só, no cartaz estava escrito: "Nunca esqueça seus sonhos" e ficou bem acima do recado aos sonhadores.
O quantum seria o universo reunido em um só e ligando todos.
Xiiii!! Acho que complicou um pouco mais né?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Não Sei



Não sei se sou pequeno e o universo grande.
As vezes me sinto um nada.
Outras vezes o universo parece pequeno,
diante das enormes barreiras que tenho enfrentado.
Universo enorme de seres pequenos.
Universo mínimo de grandes sofrimentos.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Pessoas e Filmes

Tem algumas pessoas que passam na nossa vida que tratamos como aqueles filmes que se repetem na programação da televisão.
Pôxa este filme de novo, não faz muito tempo que deu e já está repetindo.
Um dia paramos e nos damos conta que na verdade  nunca vimos aquele filme por inteiro, não nos interessou, quando nós ligamos já tinham começado ou estava terminando, ou ainda tivemos que sair em alguma parte.
Registramos como visto, mas não notamos que talvez tenhamos perdido a parte importante que dava o sentido e o filme não era tão ruim ou chato como nos pareceu.
As pessoas por um motivo ou outro nos parecem pouco atraentes e chatas.
Na verdade não olhamos elas no todo, não sabemos a sua história.
As causas e razões das marcas que trazem no rosto.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sonhos e Vazios

Sonhador
Se queres sonhar
Sonha logo um sonho impossível
Porque ao se realizar
Vai-se embora o sonho
e resta o grande vazio